quarta-feira, 8 de abril de 2009

O GOZO DE UM "PRAZO"

Cada profissão tem os seus encantos e a minha tem esta coisa dos "prazos"!!!
Conversa típica:
- Queres vir ao cinema?
- Não posso, hoje tenho um"prazo"!
- Porque não terminas amanhã?
- É que o prazo acaba hoje...
Coisas nossas!
O certo é que hoje tinha um "prazo" que por querer ir de férias descansada foi imperativo terminar. Assim, passa das 6h da manhã e cheguei agora a casa. Exausta, claro! Contudo, feliz (mais um prazo se cumpre). Só compreende a adrenalina do contra-relógio, a perspicácia acrescida trazida pela pressão e as vantagens do total dedicação quem passa por situações semelhantes!
Vou dormir um pouco e hoje sei que vou dormir verdadeiramente descansada pois mais um "prazo" está em vias de ser cumprido!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O que há mais neste mundo são "talvez"!


"(...) toda a gente, em maior ou menor grau, anda em busca da mesma coisa: um lugar imaginário, o seu próprio castelo no ar, um lugar que lhes garanta uma atmosfera de sonho e fantasia."

in Haruki Murakami - a sul da fronteira a oeste do sol



P.S.
Uma coisa é certa não é no passado que se vai encontrar tal atmosfera... No passado ficou a realidade, no futuro mora o sonho e o caminho é a esperança

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coisas minhas...

Sou estranha...
Estamos todos de acordo que a minha forma de estar não é exactamente o que se considera uma forma de estar "normal" (e com muita pena minha, constato que o passar dos anos atenua muitas das características que me tornaram única - nem melhor, nem pior - diferente).
Há uns dias li no blogue de uma amiga que ela estava aborrecida pelo fim de uma amizade. Na altura, recordei-lhe a "velhinha" ideia de que as pessoas estão na nossa vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira" e que, depois de aceitarmos essa circunstância, se torna mais fácil lidar com eventuais "perdas".
A razão porque me lembrei disso agora?
Coincidências!
Trabalho numa zona central da cidade, rodeada de pessoas que chegaram por uma "Razão" ou que permaneceram comigo apenas por uma "Estação" e que, portanto, fui "perdendo". Claro está que, às vezes, acontece cruzarmo-nos, mas são poucos - muito poucos mesmo - aqueles que me fazem abrandar o passo (pelo contrário, normalmente desvio-me rapidamente e tento não ser sequer vista).
Já me acusaram de ser muito fria na gestão dos meus afectos. Não sei se concordo.
Na verdade, embora racionalmente aceite que as pessoas já não fazem parte da minha vida, emocionalmente custa-me tê-las perdido e revê-las faz-me pensar no tema novamente.
Com as devidas adaptações, quando alguém sai da minha vida é como se morresse, pelo que voltar a estar com ela faz-me sentir como se fosse obrigada a visitá-la num qualquer cemitério (quem me conhece sabe que não vou a cemitérios... lá não estão as pessoas de que gosto, estão os "restos" e não é assim que as quero recordar).
Será isto frieza? Talvez...
Para mim é a forma de preservar o bom que ficou e evitar destruir as recordações de uma relação que, por qualquer motivo, teve já o seu fim (e não há fim que não deixe mágoas, tristezas e ressentimentos de parte a parte).
Gosto muito das pessoas que passaram pela minha vida (vou gostar sempre) e é por isso que, algumas delas, não quero rever (tenho ideia de que tudo o que me disserem só servirá para aumentar a desilusão que tive e/ou a tristeza pela "perda" sofrida).
Tola esta atitude? Talvez...
Mas é assim que eu sou... (e como católica, sei que quem for realmente excepcional não ficará eternamente "morto", acabará por "ressuscitar" e deliberadamente "aparecer" junto a mim).

domingo, 5 de abril de 2009

Ando a escrever pouco

Não sei bem porquê...
Ando a escrever pouco (em qualquer dos blogs ou mesmo em papel) mas isso não significa que deixei de pensar...
Julgo que fui atacada pelo tédio e pela perguiça, fruto desta crise que reduz o trabalho e, portanto, nos desabitua de viver em pressão!
E quanto menos se faz, menos nos apetece fazer!
Além disso, ando entretida com as artes: cinema, teatro e dança, o que me tem ocupado as noites (hoje lá fui ver "Boa Noite, Mãe" - que por acaso não me agradou nada).
Talvez outra explicação seja andar mais calmita, mesmo que mantenha as mesmas angústias e os mesmos medos. Voltei a dormir bem. Isso também me retira algum tempo que antes dedicava à escrita.
O que é verdade é que não sei bem a razão que me leva a escrever menos, mas como sinto que me anda a falta uma parte importante de mim, quero ver se recupero o rapidamente o bom e velho hábito!

Há dias que não correm nem bem, nem mal... apenas são diferentes!

Tive um dia estranho!
Comecei por tratar de preparar o próximo fim de semana prolongado. Após três longas horas, estou pronta para voltar à praia, mas também tenho uns cabelos lindos para passear ao vento e umas unhas de cor digna de uma estância balnear.
Claro que isso implicou saltar o almoço (o que as mulheres fazem para se sentirem belas). Depois da saga "beleza de verão", vi-me obrigada a atacar o supermercado! Lá fui eu, de carrinho em punho, recolhendo o leite, o pão, o queijo, o doce, o shampoo, o gel de banho, os detergentes e a comida preferida do meu cão!
E lá perdi mais uma hora e tal...
Bem, chegada a casa e arrumada a tralha toda fui "intimidada" a ser babysitter de uma menina linda de 5 meses, para os pais poderem ir ao Ikea.
Ora, o que começou por ser um sábado corriqueiro terminou com longas horas a entreter bebé, incluindo mudança de fraldas, biberon e sessões de Noddy!!!
Aos descrentes informo que não me saí nada mal (até me parece que tenho muito jeito e paciência q.b.).
O pobre do cão ficou enciumado, mas fora isso, nada houve a assinalar nas muitas horas de convívio (salvo talvez uma pequena nota para dizer que me vi obrigada a também não jantar).
Quando fiquei sozinha, percebi que me daria bem com uma família só minha, mas isso acho que já era óbvio para muita gente há muito tempo (eu é que sou lenta a perceber)!

sábado, 4 de abril de 2009

RIR A DOIS

"Um dos factores que pode garantir o sucesso de uma relação amorosa é, sem dúvida, o riso. Um sábio chinês, de nome impronunciável, diz que as coisas importantes devem ser tratadas com ligeireza e as coisas sem importância devem ser tratadas de forma séria.
Apesar de o riso ser tão importante para a boa saúde erótica de uma relação, nem sempre lhe damos o devido valor. Rir é bom, faz bem à saúde e contribui para retardar o envelhecimento. Rir com alguém é ainda melhor e faz ainda melhor ao corpo, à alma e ao coração. É como gostar das mesmas músicas; embora as afinidades humorísticas tenham ainda mais poder e maior encanto do que as afinidades musicais, porque se nos rimos das mesmas coisas, isso também quer dizer que percebemos as piadas um do outro.(...)
Rir das mesmas coisas e não se levar demasiado a sério não é um estratagema postiço para alcançar a felicidade, é uma forma de estar na vida que se aprende com a própria vida.
Com o riso vem o entendimento, tantas vezes tácito, cúmplice e quase secreto, codificado para quem está de fora, porém fácil de decifrar para quem está por dentro. Uma rápida troca de olhares, um meio sorriso, um gesto de mãos, um encolher de ombros bastam para que o outro entenda o que lhe queremos dizer. Palavras para quê? Os códigos estão lá, a telepatia entre casais em harmonia não é um fenómeno paranormal e a convivência tem destas coisas – em vez de nos fartarmos do outro, o outro torna-se cada vez mais próximo, cada vez mais confortável, cada vez mais uma parte de nós.
Além disso, brincar é uma arte que se pode praticar antes, durante e depois, tanto dentro como fora da cama. Pouco interessa se é aos médicos, aos índios e aos cowboys ou aos polícias e ladrões, a graça está em levar a coisa com leveza e deixar-se ir. Até porque quem se leva muito a sério na sua performance sexual corre o risco de parecer pretensioso, parvo e até ridículo.(...) O riso é sempre bem-vindo, sobretudo nas primeiras vezes em que a pele ainda faz o trabalho de batedor. E se as coisas não correm logo bem à primeira, o riso pode causar milagres e salvar a honra do convento no round seguinte.(...)"

sexta-feira, 3 de abril de 2009

The exception or the rule?

"I don't want to be "sort of dating" someone. I don't want to be "kinda hanging out" with someone. I don't want to spend a lot of energy suppressing my feelings so I appear uninvolved. I want to be involved. I want to be sleeping with someone I know I'll see again because they've already demonstarted to me that they're trustworthy and honorable -- and into me. "
In He's Just Not That Into You by Greg Behrendt and Liz Tuccillo

P.S. I wish I was your exception...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

É PRECISO VIVER A EXPERIÊNCIA PARA VERDADEIRAMENTE ENTENDER...

"A dog has no use for fancy cars, or big homes, or designer clothes. A waterlogged stick will do just fine. A dog doesn't care if you're rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he'll give you his. How many people can you say that about, how many people can make you feel rare, and pure, and special. How many people can make you feel extraordinary?"

In Marly and me (movie)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quem quer, faz; quem não quer, manda.

Quem quer a bolota, que trepe.
Quem quer a rosa, agüente o espinho.
Quem quer a sardinha assada, chega-lhe a brasa.
Quem quer aprender a rezar, que entre no mar.
Quem quer bem, dá abraços.
Quem quer bem, de longe se faz perto.
Quem quer bem, sempre se encontra.
Quem quer caça, vai à praça.
Quem quer fogo, busque a lenha.
Quem quer, já fez metade.

E já agora, convém não esquecer também que:

Quem quer casar, sempre casou, se não é com quem quer, é com quem achou.
Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem.

RECADO!

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer...