quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Teste

Finalmente descobri como publicar a partir do telemóvel!!! Agora já ninguém me pára!

Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Exactamente assim...

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!"
(Florbela Espanca, Carta no. 147)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É oficial: sou uma mulher igual às outras :(

Sempre me considerei um ser feminino particularmente diferente.

Não morro de amores pelo universo feminino, não gosto de "achaques", melodramas, chantagens emocionais e demais "novelas" típicas das mulheres.

Os meus melhores amigos sempre foram homens e gosto mais de estar entre eles do que no meio delas.
Para mim era inquestionável que os meus comportamentos se pautavam por critérios de racionalidade e que, mesmo quando as hormonas atacavam, eu estava consciente disso e evitava-lhes as manhas!

Hoje fui obrigada a mudar de opinião...

Saí do escritório empenhada em comprar roupa e, quiça, uma boa mala. Coisas que me estão a fazer verdadeiramente falta.
Depois de calcorrear algumas lojas estava de mãos a abanar e furiosa: é inacreditável o preço praticado no vestuário e marroquinaria. Não quero dar mais de 100 euros por um par de calças - até porque estou de dieta e (um dia) hei-de emagrecer! E quem disse que era razoável pedir 600 euros por uma mala?!!

O problema está em que, enquanto protestava internamente e comigo mesma, sobre o aumento dos preços e das despesas em geral, e me debruçava sobre o impacto da perda do poder de compra no dia a dia dos portugueses (ou melhor, no meu), os meus olhos "saltaram" para a montra de uma ourivesaria!!! E viram-no...

Ora, se está na montra deve ser para experimentar, certo?
Posto no braço, o malandro recusou-se a sair! Fui obrigada a comprá-lo....

Sou MULHER... é inevitável!
Compras de coisas que não fazem falta é um karma feminino e hoje percebi que nenhuma mulher - nem eu - consegue fugir!
Agora, que é giro e tem tudo a ver comigo, isso ninguém pode negar!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dias difíceis

Nem todos os dias são dias fáceis.
Há dias em que precisamos de afecto.
Há dias em que precisamos de companhia.
Há dias em que só queremos que nos façam sorrir.

Nesses dias, é bom ter alguém ao nosso lado...
É nesses dias que, realmente, sentimos quão felizes somos (mesmo quando as circunstâncias nos atraiçoam ou, pelo menos, nos fazem tropeçar).

OBRIGADA

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A propósito de (des)amores...


"Love is passion, obsession, someone you can't live without. If you don't start with that, what are you going to end up with? Fall head over heels. I say find someone you can love like crazy and who'll love you the same way back. And how do you find him? Forget your head and listen to your heart. I'm not hearing any heart. Run the risk, if you get hurt, you'll come back. Because, the truth is there is no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love - well, you haven't lived a life at all. You have to try. Because if you haven't tried, you haven't lived."

in Meet Joe Black

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

lembrete

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso"

Fernando Pessoa "Livro do Desassossego"

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

QUASE

"Quase, é uma palavra notável. Todas as pessoas deviam ter por nome próprio quase. Eu sou quase, tu és quase, ele é quase, nós somos quase. Quase qualquer coisa que não chega a ser quase. Uma equação quase perfeita. Um número quase redondo que só existe dentro das nossas cabeças ligadas por fios primorosos. Fios de aço que amarram a loucura e a mantêm obediente. Não pretendas ser mais. As lágrimas que te escorrem pela cara desenham traços de temperatura variável. Continuam a surgir frases por escrever, amores inacabados. O amor é sequioso como uma planta. O melhor é a água. Não há outra maneira. A felicidade é coisa que acontece tarde. Da qual só se tem notícia depois de ter sido. Quando alguém clama: sou feliz, está a preparar-se para a desgraça. Imensas são as coisas que só existem no tempo passado. Não há vagas, quer no inferno, quer no paraíso. Suceder já quer dizer sucedido, porque triunfar é um verbo a morrer. Há em mim qualquer um que tem saudades de si. Saudades imperiosas, bruscas, inevitáveis. Continuo a ignorar para onde foi o que fui, em que casas acordam as pessoas que amei. Dói quase. Assim, sempre assim. Uma espécie de distância que não pode ser percorrida."

Pedro Paixão
http://www.pedropaixao.net/index2.html

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E ESTÁ TUDO DITO!

"Como sabeis, a última palavra que Luís de Camões escreveu em "Os Lusíadas" foi 'inveja'. Como também sabeis, e está escrito no livro dos livros, os últimos são os primeiros. Com efeito, está dito que "muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros" (Mateus 19.30). Ora esta citação, além de revelar a minha enorme erudição bíblica, significa que Camões, quando escreveu a palavra inveja em último lugar, queria dizer que ela era para nós - 'os lusíadas', os habitantes deste rectângulo - a primeira.Qual é, pois, a nossa primeira qualidade e o nosso primeiro defeito? A inveja!
Assim sendo, o nosso primeiro sentimento com aqueles que triunfam na vida é, desde logo, uma profunda desconfiança, um sólido mal-estar e, por último, uma enorme raiva. (...)" -


Comendador Marques Correia (Única, Expresso)

Desculpe, a senhora tem Photoshop?


"Começo a duvidar de tudo e ultimamente tenho percebido que o Photoshop já não é só uma coisa das fotografias. Há muito que as ultrapassou. A realidade que se nos apresenta também pode ter Photoshop: o emprego é estável, a empresa funciona bem, o patrão parece ser um homem impecável , bom rapaz, uma jóia de moço, e de repente, foge para o Brasil com a secretária e declara falência, deixando sem cerveja e sport tv muitas famílias. As pessoas tal como as capas das revistas deveriam ter um aviso a dizer se estão ou não com Photoshop e ninguém se deveria indignar se alguém lhes perguntasse exactamente isso : Desculpe, a senhora está com Photoshop? Com a sua licença, o distinto escritor não se importa de me dizer se este livro escrito por si, não estará com Photoshop? Não se importa de me esclarecer, se esta alegria que vejo daqui, este sorriso largo, isto porventura não terá aqui Photoshop? Daí que uma fotografia com Photoshop acabe por ser mais sincera e real, do que uma pessoa com a mesma técnica. A fotografia, por mais que tente – e tenta de facto - não consegue disfarçar aquela barriga lisa, aquele rosto perfeito, aquelas pernas imaculadas sem vestígios de idade, sem rugas, sem ponta de envelhecimento. Já uma pessoa ou um grupo delas, dessas que habitam connosco, que vivem, que trabalham, que partilham o mesmo espaço, que são mais do que uma fotografia, que sorriem e falam, que demonstram coisas, que nos parecem tão reais quanto nós mesmos, podem muito bem revelar-se, um imenso Photoshop."
Fernando Alvim in http://esperobemquenao.blogspot.com/