SOU UM ESPÍRITO LIVRE... "(escrevo) Para pensar. Para compreender. Acontece que eu sou assim. Preciso de registar as coisas para sentir que as compreendo plenamente."
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Depois...
Depois de sonhar tantos anos,
De fazer tantos planos
De um futuro pra nós
Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos como tantos casais
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois de varar madrugada
Esperando por nada
De arrastar-me no chão
Em vão
Tu viraste-me as costas
Não me deu as respostas
Que eu preciso escutar
Quero que você seja melhor
Hei de ser melhor também
Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos histórias
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também
Depois de aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois
sábado, 13 de outubro de 2012
Eu esforço-me...
Mas exercício físico nunca mais consegui fazer...
Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
:(
E, decorridos 6 dias, não voltei a ter oportunidade de sair para fazer exercício físico!
Isto não está fácil...
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Isto não está fácil...
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Se por acaso me vires por aí...
Se por acaso me vires por aí
Disfarça, finge não ver
Diz que não pode ser, diz que morri
Num acidente qualquer
Conta o quanto quiseste fazer
Exalta a tua versão
Depois suspira e diz que esquecer
É a tua profissão
E ouve-se ao fundo uma linda canção
De paz e amor
Se por acaso me vires por aí
Vamos tomar um café
Diz qualquer coisa, telefona, enfim
Eu ainda moro na Sé
Encaixotei uns papeis e não sei
Se hei-de deitar tudo fora
Tenho uma série de cartas para ti
Todas de uma tal de Dora
E ouvem-se ao fundo canções tão banais
De paz e amor
Se eu por acaso te vir por aí
Passo sem sequer te ver
Naturalmente que já te esqueci
E tenho mais que fazer
Quero que saibas que cago no amor
Acho que fui sempre assim
Espero que encontres tudo o que quiseres
E vás para longe de mim
E ouve-se ao fundo uma velha canção
De paz e amor
Na sexta-feira acho que te vi
À frente da Brasileira
Era na certa o teu fato azul
E a pasta em tons de madeira
O Tó talvez queira te conhecer
Nunca falei mal de ti
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
E ouve-se ao fundo uma triste canção
De paz e amor.
http://www.youtube.com/watch?v=Y3FIVCZ8Oco&feature=share
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Disfarça, finge não ver
Diz que não pode ser, diz que morri
Num acidente qualquer
Conta o quanto quiseste fazer
Exalta a tua versão
Depois suspira e diz que esquecer
É a tua profissão
E ouve-se ao fundo uma linda canção
De paz e amor
Se por acaso me vires por aí
Vamos tomar um café
Diz qualquer coisa, telefona, enfim
Eu ainda moro na Sé
Encaixotei uns papeis e não sei
Se hei-de deitar tudo fora
Tenho uma série de cartas para ti
Todas de uma tal de Dora
E ouvem-se ao fundo canções tão banais
De paz e amor
Se eu por acaso te vir por aí
Passo sem sequer te ver
Naturalmente que já te esqueci
E tenho mais que fazer
Quero que saibas que cago no amor
Acho que fui sempre assim
Espero que encontres tudo o que quiseres
E vás para longe de mim
E ouve-se ao fundo uma velha canção
De paz e amor
Na sexta-feira acho que te vi
À frente da Brasileira
Era na certa o teu fato azul
E a pasta em tons de madeira
O Tó talvez queira te conhecer
Nunca falei mal de ti
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
E ouve-se ao fundo uma triste canção
De paz e amor.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Partida, largada... Fugida!
Volvidas quase 11 semanas do nascimento do bebé mais lindo da casa (e único, por sinal), chegou a hora de pensar em mim.
Não é fácil ter tempo, para o que quer que seja, com um recém-nascido. Muito menos para quem recomeça (mesmo que parcialmente) a trabalhar.
Agora que ele já interage, ri e palra, é importante que a sua mamã se sinta fantástica para o acompanhar.
Digam o que disserem, não me convencem que isto de ficar grávida - para as comuns mortais - é sexy. Ficamos gordas e flácidas, normalmente nos locais que já tínhamos tendência para acumular gordurinhas malandras.
Sim, eu sei que há para aí algumas mulheres abençoadas pela genética mas - há que admitir - são a excepção que confirma a regra!
Tive a graça de não ser atacada pelas malvadas estrias, mas de resto padeço do mesmo mal da maioria das mulheres, não me reconheço nesta nova silhueta "large": "quem é esta que vejo reflectida no espelho?!"
Ora, como não posso fazer dieta (pelo menos, durante mais uns 2 meses) e não sou pessoa de me queixar durante muito tempo, decidi agir. E para me comprometer seriamente nesta luta para voltar à minha silhueta, resolvi partilhar publicamente esta decisão. Assim, também posso registar a evolução (positiva, espero) e auto motivar-me a continuar. Espero daqui a 1 ano, estar a partilhar a minha felicidade por ter recuperado totalmente da gravidez! Sim, confesso, também tentarei fazer uns tratamentos estéticos!
A questão é que não tenho tempo para voltar ao ginásio (este post é escrito aos parágrafos, entre mudança de fraldas, banho e alimentação do "pequeno monstrinho") e nunca sei quando poderei dispor de 1 ou 2 horas para mim.
Assim, optei por caminhar/marchar durante 1 hora/dia. Hoje foi o dia de começar este desafio contra mim mesma. Andei 6 kms numa hora. Para quem esteve, pelo menos 4 meses, sem poder fazer exercício (2 dos quais em versão quase "imobilizada") não correu nada mal!
O problema é que não sou daquelas pessoas que gostem de fazer exercício sozinha (nem contra uma maquina). Normalmente a minha mente divaga e revejo a minha vida toda . Acresce que todos os momentos importantes que vivi têm músicas de fundo, as quais teimam em ir aparecendo no ipod durante o exercício físico. É ver-me a "viajar" por pessoas e sítios e isso é muito cansativo.
Chegados à noite doi-me o corpo e tenho uma fome gigantesca...
O importante é enfrentar as contrariedades e insistir: operação recuperar a auto-estima em curso!
Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com
Não é fácil ter tempo, para o que quer que seja, com um recém-nascido. Muito menos para quem recomeça (mesmo que parcialmente) a trabalhar.
Agora que ele já interage, ri e palra, é importante que a sua mamã se sinta fantástica para o acompanhar.
Digam o que disserem, não me convencem que isto de ficar grávida - para as comuns mortais - é sexy. Ficamos gordas e flácidas, normalmente nos locais que já tínhamos tendência para acumular gordurinhas malandras.
Sim, eu sei que há para aí algumas mulheres abençoadas pela genética mas - há que admitir - são a excepção que confirma a regra!
Tive a graça de não ser atacada pelas malvadas estrias, mas de resto padeço do mesmo mal da maioria das mulheres, não me reconheço nesta nova silhueta "large": "quem é esta que vejo reflectida no espelho?!"
Ora, como não posso fazer dieta (pelo menos, durante mais uns 2 meses) e não sou pessoa de me queixar durante muito tempo, decidi agir. E para me comprometer seriamente nesta luta para voltar à minha silhueta, resolvi partilhar publicamente esta decisão. Assim, também posso registar a evolução (positiva, espero) e auto motivar-me a continuar. Espero daqui a 1 ano, estar a partilhar a minha felicidade por ter recuperado totalmente da gravidez! Sim, confesso, também tentarei fazer uns tratamentos estéticos!
A questão é que não tenho tempo para voltar ao ginásio (este post é escrito aos parágrafos, entre mudança de fraldas, banho e alimentação do "pequeno monstrinho") e nunca sei quando poderei dispor de 1 ou 2 horas para mim.
Assim, optei por caminhar/marchar durante 1 hora/dia. Hoje foi o dia de começar este desafio contra mim mesma. Andei 6 kms numa hora. Para quem esteve, pelo menos 4 meses, sem poder fazer exercício (2 dos quais em versão quase "imobilizada") não correu nada mal!
O problema é que não sou daquelas pessoas que gostem de fazer exercício sozinha (nem contra uma maquina). Normalmente a minha mente divaga e revejo a minha vida toda . Acresce que todos os momentos importantes que vivi têm músicas de fundo, as quais teimam em ir aparecendo no ipod durante o exercício físico. É ver-me a "viajar" por pessoas e sítios e isso é muito cansativo.
Chegados à noite doi-me o corpo e tenho uma fome gigantesca...
O importante é enfrentar as contrariedades e insistir: operação recuperar a auto-estima em curso!
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O Presente sem Passado nem Futuro
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim.
O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Aproveita agora que a tua vida vai mudar
Há quase 9 meses que a frase que mais ouço é "aproveita agora que depois a tua vida vai mudar"!
"Aproveita agora para dormir, depois não consegues", "aproveita agora para ver filmes, depois não vais ter tempo", "aproveita agora para namorar, depois as prioridades serão outras", "A partir de agora não vais poder trabalhar como até aqui, tens outras obrigações...
Cada vez que me repetem o "aviso" irrito-me um pouco mais. Normalmente, acompanhadas por "a tua vida nunca mais será igual", soam a vozes da desgraça.
Tempos que deveriam ser de felicidade, passam a ser vividos como a antecâmara de uma nova vida que - aparentemente - nos obriga a perder tudo quanto gostamos (ou precisamos) fazer.
Para contrabalançar os "arautos da desgraça", surgem as frases (alegadamente) animadoras.
O problema é que são tão exageradas que se tornam tão (ou mais) assustadoras quanto as outras: "A vida agora é que vai ter um novo significado", "basta um sorriso para te sentires feliz", "tudo valerá a pena por ele"...
Acontece que eu tenho uma boa vida e muitos momentos de felicidade. Gosto de quem sou, do que faço e tenho sido abençoada com uma vida rica (mesmo que às vezes acompanhada de lágrimas teimosas).
O balanço até aqui é extremamente positivo e não foi por me "faltar" algo que embarquei neste magnífico projecto. É mais uma peça (importantíssima) numa vida já repleta que vou construindo todos os dias.
Se estou ansiosa? Claro que sim. Se penso que a minha vida vai mudar? Com certeza, mas essa mudança será natural e resultará do ajustamento da família (composta por mãe, pai, avós, tios e amigos) sem que se "apague" o passado ou o presente mas integrando tudo num futuro mais risonho e barulhento.
Eu gosto do meu presente, não o quero "matar" drasticamente, quero enriquecê-lo e fruí-lo, tal como fui fazendo até aqui.
E, especialmente, quero ser EU (ou melhor, que sejamos NÓS) os principais responsáveis pelo NOSSO projecto em crescimento! Como o vamos fazer? Não sei, o tempo encarregar-se-á de nos ensinar.
Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®
"Aproveita agora para dormir, depois não consegues", "aproveita agora para ver filmes, depois não vais ter tempo", "aproveita agora para namorar, depois as prioridades serão outras", "A partir de agora não vais poder trabalhar como até aqui, tens outras obrigações...
Cada vez que me repetem o "aviso" irrito-me um pouco mais. Normalmente, acompanhadas por "a tua vida nunca mais será igual", soam a vozes da desgraça.
Tempos que deveriam ser de felicidade, passam a ser vividos como a antecâmara de uma nova vida que - aparentemente - nos obriga a perder tudo quanto gostamos (ou precisamos) fazer.
Para contrabalançar os "arautos da desgraça", surgem as frases (alegadamente) animadoras.
O problema é que são tão exageradas que se tornam tão (ou mais) assustadoras quanto as outras: "A vida agora é que vai ter um novo significado", "basta um sorriso para te sentires feliz", "tudo valerá a pena por ele"...
Acontece que eu tenho uma boa vida e muitos momentos de felicidade. Gosto de quem sou, do que faço e tenho sido abençoada com uma vida rica (mesmo que às vezes acompanhada de lágrimas teimosas).
O balanço até aqui é extremamente positivo e não foi por me "faltar" algo que embarquei neste magnífico projecto. É mais uma peça (importantíssima) numa vida já repleta que vou construindo todos os dias.
Se estou ansiosa? Claro que sim. Se penso que a minha vida vai mudar? Com certeza, mas essa mudança será natural e resultará do ajustamento da família (composta por mãe, pai, avós, tios e amigos) sem que se "apague" o passado ou o presente mas integrando tudo num futuro mais risonho e barulhento.
Eu gosto do meu presente, não o quero "matar" drasticamente, quero enriquecê-lo e fruí-lo, tal como fui fazendo até aqui.
E, especialmente, quero ser EU (ou melhor, que sejamos NÓS) os principais responsáveis pelo NOSSO projecto em crescimento! Como o vamos fazer? Não sei, o tempo encarregar-se-á de nos ensinar.
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A felicidade é inimiga da escrita
Hoje deu-me para ler posts antigos...
Constatei com tristeza que já não escrevo tanto como antigamente. Primeiro atribuí as responsabilidades por esta ausência à correria do dia a dia, depois ao facebook e ao seu imediatismo, mas agora tenho de dar-me por vencida: escrevo muito menos quando estou feliz!
Constatei com tristeza que já não escrevo tanto como antigamente. Primeiro atribuí as responsabilidades por esta ausência à correria do dia a dia, depois ao facebook e ao seu imediatismo, mas agora tenho de dar-me por vencida: escrevo muito menos quando estou feliz!
Quando estou bem comigo mesma, e com quem me rodeia, penso menos, medito pouco nos acontecimentos diários e, portanto, escrevo menos. Não digo que tenho menos tempo... Ocupo-o com outras coisas!
A verdade é que tenho pena. Gosto de voltar atrás e ler o que escrevi, rio-me, comovo-me, recordo amores e desamores, alegrias e frustrações... Como vai ser quando quiser voltar a 2010/2012?! Onde irei buscar as minhas memórias?! (ou pior quando surgirem dificuldades, onde poderei ir buscar energia positiva?)
Tenho tanta coisa gira para recordar...
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