domingo, 5 de fevereiro de 2017

Parabéns para mim

ASCENDENTE: BALANÇA SIGNO AQUÁRIO

"O nativo de Aquário beneficia sobretudo do carácter social que o Balança confere aos seus nativos. O Aquário leva o seu sentido de justiça até à caridade, sendo bastante receptivo a essa tendência, a qual é a expressão dos seus próprios desejos. (...) Pelo lado positivo o Aquário/Balança tem um enorme sentido humanista e é capaz de se sacrificar por um ideal social. É um indivíduo com encanto, personalidade, inteligência, de espírito inventivo e com habilidade para convencer os outros. Atraído pelo estrangeiro e pelas viagens, concilia o sentido estético e a pesquisa científica. Tem qualidades de organização, é conciliador, inovador e por vezes tradicionalista. A sua mente é inventiva e original favorecendo o trabalho artístico e criador em vários campos de actividade. De natureza harmoniosa e amante das artes, aprecia os prazeres estéticos e as especulações mentais. Relaciona-se com facilidade mas pode depender da afectividade dos filhos e das pessoas amadas. Muito cordial e humanitário, gosta de estudar profundamente a natureza humana. Uma vez que age com muita diplomacia, poderá sentir-se realizado no serviço diplomático ou na área dos recursos humanos. Como não aprecia uma posição isolada e gosta de trabalhar em equipa, poderá manter um negócio com um ou mais sócios. (...) Acima de tudo precisa de um bom ambiente de trabalho. (...)" in Sapo

sábado, 8 de outubro de 2016

TÍNHAMOS TUDO PARA DAR ERRADO

"(...) Conhecemo-nos no vigor da juventude, onde tudo tinha uma força incalculável e onde a regra era: «querer é poder». E nós, (...), quisemo-nos como ninguém.
Hoje, com a distância higiénica necessária, posso afirmar, com toda a certeza, que te quis de uma forma assolapada. Sem regras. Sem eira, nem beira. Ainda sinto, nas veias, a ressaca do que foi querer-te naquela altura. E, como em todos os «quereres» dessa intensidade, o nosso amor tinha tudo para dar errado. (...) Juntos quisemos por à prova um dos provérbios mais antigos de que há memória: «Os opostos atraem-se».
Os nossos opostos atraíram-se de forma insana. (...) Éramos invencíveis. Nada nos detinha. (...)
Tudo era sentido de forma exagerada. (...) E foi no sentir que também me marcaste. Foste responsável por teres a primazia do toque. Contigo descobri que a pele também se arrepia por dentro, que os gemidos podem ser dados em surdina e que se pode fazer amor em qualquer lado. (...)
Mas, (...), os namoros também nunca acabam de forma serena. O nosso não foi exceção. Odiei-te. Odiei-te com a mesma força com que te amei. Odiei-te para sempre, porque me tinha jurado que também era para sempre que te amaria. Separámo-nos. (...) E, assim, as nossas vidas não se voltaram a cruzar. (...)
Depois de alguns escassos contactos, durante estes anos todos, hoje voltei a reencontrar-te. Tropecei em ti, por acaso, na net. (...) a urgência voltou. Não aquela mesma urgência de pegar no carro e desaparecer durante três dias. Não. (...)É uma urgência diferente. É uma urgência em confirmar que, mesmo tendo tudo para dar errado, os amores (...) nunca são um erro. São um marco. (...)"

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TABACARIA (extractos)

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.(...)" 


Álvaro de Campos

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O que realmente importa...

“No fim de contas são poucas as palavras
que nos doem de verdade, e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
E são também muito poucas as pessoas
que nos fazem bater o coração, e menos
ainda com o correr do tempo.
No fim de contas, são pouquíssimas as coisas
que na verdade importam nesta vida:
poder amar alguém e ser amado,
não morrer depois dos nossos filhos
.” (negrito meu)
Amalia Bautista

segunda-feira, 28 de abril de 2014

" (...) Os meus amigos sabem tudo (...) sobre mim. Mais, sabem que ando sempre a correr atrás de alguma coisa e que, por isso, pode passar muito tempo entre os nossos encontros. Também eles andam a correr atrás de alguma coisa. Havemos de marcar um almoço, havemos de marcar um café, repetimos a acreditar que vai ser assim. Sentimos falta, mas habituámo-nos a ela. Quando, finalmente, estamos no mesmo lugar, somos desconhecidos para os filhos uns dos outros que, entretanto, cresceram bastante. Então, temos muito para contar, actualizações antigas que nos mostram o verdadeiro tamanho do tempo que passou. Mas o à-vontade mantém-se intacto. Porque os meus amigos não são aqueles para quem fui tudo até ao momento em que passei a ser nada, não são aqueles que me abandonaram quando deixei de lhes ser útil, os meus amigos não são aqueles com quem partilhei segredos e que, anos mais tarde, quando nos cruzamos por acaso, nem sei se hei-de cumprimentá-los." in José Luís Peixoto (negrito meu)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces 
Estendendo-me os braços, e seguros 
De que seria bom que eu os ouvisse 
Quando me dizem: "vem por aqui!" 
Eu olho-os com olhos lassos, 
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) 
E cruzo os braços, 
E nunca vou por ali... 

A minha glória é esta: 
Criar desumanidade! 
Não acompanhar ninguém. 
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade 
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde 
Me levam meus próprios passos... 

Se ao que busco saber nenhum de vós responde 
Por que me repetis: "vem por aqui!"? 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos, 
Redemoinhar aos ventos, 
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, 
A ir por aí... 

Se vim ao mundo, foi 
Só para desflorar florestas virgens, 
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! 
O mais que faço não vale nada. 

Como, pois sereis vós 
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem 
Para eu derrubar os meus obstáculos?... 
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, 
E vós amais o que é fácil! 
Eu amo o Longe e a Miragem, 
Amo os abismos, as torrentes, os desertos... 

Ide! Tendes estradas, 
Tendes jardins, tendes canteiros, 
Tendes pátria, tendes tectos, 
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... 
Eu tenho a minha Loucura ! 
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, 
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... 

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. 
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; 
Mas eu, que nunca principio nem acabo, 
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! 
Ninguém me peça definições! 
Ninguém me diga: "vem por aqui"! 
A minha vida é um vendaval que se soltou. 
É uma onda que se alevantou. 
É um átomo a mais que se animou... 
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'


Enviado do meu Blackberry 10 ®

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

New Year Resolution

"If you asked me for my New Year Resolution, it would be to find out who I am."
Cyril Cusack

Enviado do meu Blackberry 10 ®