In http://umamoratrevido.blogspot.com/
SOU UM ESPÍRITO LIVRE... "(escrevo) Para pensar. Para compreender. Acontece que eu sou assim. Preciso de registar as coisas para sentir que as compreendo plenamente."
segunda-feira, 29 de março de 2010
GOSTO... :D
In http://umamoratrevido.blogspot.com/
sexta-feira, 12 de março de 2010
Certo...

Vamos falar sobre perdas: nem sempre se ganha, às vezes se perde. Nosso ego nem sempre processa bem esta idéia, mas cedo ou tarde precisamos compreender humildemente que não podemos tudo e que mesmo as pessoas mais positivas passam por duros golpes. Você tem duas escolhas: ficar se lamentando pelos cantos ou reagir, compreendendo a perda como um processo necessário de aprendizado. Espera-se sinceramente que você escolha esta segunda opção! Seja lá qual for a situação dura que você poderá passar, saiba se permitir o tempo necessário de lamentação, mas reaja!
Conselho: Aceitação é o primeiro passo para a transformação.
segunda-feira, 8 de março de 2010
BOA PERGUNTA

Esta mania que temos de analisar tudo e de pôr em causa o que não segue as regras habituais, acaba por se virar contra nós. Mais vale deixar correr, confiar na vida e gozá-la enquanto cá andamos, não vá dar-se o caso, com tantas chuvadas, de nos cair um piano em cima e, depois, já não haver nada a fazer. Até porque na prática nunca nada é como imaginámos, ou, como disse John Lennon, a vida é o que acontece enquanto estás ocupado a fazer outros planos."
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
COISAS QUE ME OCORREM...

Ser pena do mesmo pato é algo quase inato, que tem mais a ver com a forma como somos educados do que com o que ainda conseguimos aprender. Faz parte do nosso património social, essa soma complexa e nem sempre perceptível de entender de valores, convenções, referências e hábitos que fizeram de nós a pessoa que somos e não outra. Podemos ser suficientemente fortes para desafiar o destino, mas não é só o destino – ou o que fazemos dele – que nos molda: é tudo o que bebemos e aprendemos em pequenos e que interiorizamos como padrão, como certo ou errado, porque, quer queiramos quer não, isso já é parte integrante de nós. E não é uma questão de snobismo, é uma questão de bom senso. Se eu sei que me incomoda um homem que ponha o cotovelo em cima da mesa quando come e que se descalce durante o jantar, nem sequer ponho a hipótese de me envolver emocionalmente com ele, ainda que seja igual ao George Clooney; é que já sei que não vou aguentar, tão simples quanto isto. Da mesma forma que nunca irei tolerar comportamentos misóginos e práticas promíscuas porque o que bebi em casa sempre foi o respeito pelo casamento e pelo sexo oposto. Ou alguém que viva de expedientes, porque a educação espartana que recebi não me permite considerar para meu par alguém que não valorize o trabalho.
Prefiro um homem que me dê o braço ou a mão, que fale baixo e me ajude a vestir o casaco, que não teça comentários deselegantes sobre outras mulheres, que me chame querida em vez de amor. E que quando vai a casa dos meus pais, se sinta também ele em casa, e não um elefante numa loja de loiças."
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
As "regras" do amor
“A amizade é o amor sem preço nem prazo de validade. Amamos os nossos amigos sem que os seus defeitos nos afectem. Perdoamos fraquezas, ausências e silêncios, relevamos deslizes e esquecimentos, não exigimos deles mais do que o que já sabemos que nos podem dar. A minha melhor amiga quase nunca atende o telefone, sei que é assim, conto com isso quando preciso de falar com ela. Se for mesmo importante, mando-lhe um sms e ela liga-me logo a seguir. Os amigos são isto: deles aceitamos quase tudo, estamos sempre prontos para os ajudar e damos-lhe quase sempre razão. Sabemos ouvi-los, intuímos quando estão mal, gastamos o nosso tempo a encontrar soluções que os ajudem. Os problemas dos nossos amigos ganham por vezes proporções tão grandes para eles como para nós, que não descansamos enquanto eles não ultrapassarem as suas crises.Se sabemos ser tão bons amigos, porque é que tantas vezes não conseguimos fazer o mesmo com o outro, com a pessoa que vive connosco ou com quem partilhamos a nossa vida? Por que é que o amor é tão mais exigente, tão mais egoísta, tão mais inflexível, tão menos generoso? Por que é que o amor incondicional que acreditamos sentir pelo outro se vai transformando numa soma de compromissos, e do dar tudo por tudo passamos para dar na medida daquilo que recebemos, ou dar para depois cobrar?
Talvez o amor real se resuma a este perpétuo exercício de humildade que é dar e receber, com conta, peso e medida, tentando não cair na tentação de cobrar. Os cobradores de amor são ainda mais sinistros do que os cobradores de impostos. Quem está sempre a cobrar não conhece as regras básicas do jogo amoroso. Mais importante do que falar, é agir. Mais eficaz do que explicar, é dar o exemplo. E mais interessante do que repetir sempre as mesmas queixas, é escrevê-las e pendurá-las na parede. Já dizia a Yourcenar: «A palavra escrita ensinou-me a ouvir a voz humana». As pessoas ouvem as mesmas coisas melhor se forem ditas por outras pessoas ou escritas.
O amor real, o que não alimenta nem a música nem a literatura mas que nos alimenta todos os dias, é um contínuo treino de qualificação. É preciso parar para pensar e pensar antes de agir, de protestar, de cobrar. Sem empatia, é impossível construir o amor. A empatia é a capacidade de perceber o que o outro sente, o que o outro quer, o que o outro precisa, sem impor o que acreditamos ser o melhor para ele. Amar alguém é como dar a mão, mas sem forçar; às vezes é preciso puxar para cima, outras vezes é melhor largar e deixar que o outro siga por onde quer, mesmo sabendo que ele se vai enganar e voltar atrás.
Amar é sempre uma forma de exercer poder, da mesma forma que ser amado é aceitar que o poder do amor que o outro tem por nós paire sobre a nossa cabeça, por vezes sob a forma de um manto protector, outras sob a forma de uma espada, porque quem nos ama é porque já nos projectou no seu espírito, quem nos ama quer sempre que sejamos mais e melhor do que somos, quem nos ama quer sempre moldar-nos ao seu desejo ou à sua imagem e semelhança.
Amar é um jogo de sentidos e de poderes, é preciso ser humilde e generoso para o ganhar, todos os dias um bocadinho, com esforço e entendimento, sem medo de falhar. Se assim for, ninguém perde e ganham os dois."
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Caros Vizinhos...
"A diferença entre ter sexo e saber fazê-lo é mais ou menos a mesma entre apanhar o metro do Intendente para o Rossio e atravessar o Atlântico num voo de longo curso em classe executiva. O sexo pelo sexo resume-se a uma função básica que se cumpre em poucos minutos. O sexo elaborado é outra coisa; é como entrar numa nave espacial, ultrapassar a velocidade da luz e pairar indefinidamente pelo cosmos.
Nem tudo o que dá trabalho também dá prazer e nem tudo o que dá prazer tem de dar trabalho, mas com o sexo, sem um não existe o outro. Para ser bem feito, requer tempo, devoção, técnica, talento e inspiração. Não é para despachar, é para cultivar. Não é para ir a correr, é para fazer devagar. E não é para quem quer receber, mas para quem sabe dar.
Uma amiga minha chama à prática cuidada e actos de prazer exercícios de amor. Dois corpos, mil gestos, um todo. Se o tempo pára mesmo ou os ponteiros invertem o seu sentido, isso nunca vi. Mas acredito, proclamo, professo e subscrevo que na cama, como em tantas outras coisas, o óptimo é inimigo do bom e quem já experimentou seda só volta ao algodão se não tiver outro remédio. Seda é seda. Tão bom como seda só veludo cristal. E o bom sexo tem esse toque, essa magia, esse je ne sais quoi de perfeição que a pele nunca esquece. Ainda que o desejo hiberne, a memória das células está lá, pronta para ser acordada ao primeiro gesto. E são muitas células a chamar para o mesmo lado.
O Bolero de Ravel não é das minhas peças sinfónicas preferidas, mas a sua arquitectura musical agrada-me: a mesma melodia vai sendo repetida languidamente à medida que cada instrumento entra na dança. O início é suave, pianíssimo, como uma canção de embalar, desenvolvendo-se em crescendo, até ao clímax, com a orquestra inteira em toda a sua pujança, terminando em fortíssimo. Em termos musicais chama--se um desenvolvimento amplificador.
O sexo bem executado pode ser isto, uma sucessão de pequenos gestos serenos e sincopados que vão formando um todo cada vez mais forte, cada vez mais intenso, cada vez mais belo. Não interessa tanto o que se faz, mas a maneira como se faz. O que prevalece não é o objectivo, mas tudo o que foi feito para o alcançar. Não há um fim, apenas uma pausa, porque nunca se fez tudo, ainda que o corpo sinta que foi muito longe, para lá da velocidade da luz, algures entre o Olimpo e o Nirvana, o ponto mais alto da meditação que dissolve o ego, no qual o ser consegue abandonar a solidão individual para se abandonar à entrega total.
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O que eu aprendi e que me leva a acreditar que - agora - pode ser diferente...
"Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira fase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. (...)
Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las deste destino é a coisas mais bonita que se fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. (...)
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.(...)
Miguel Esteves Cardoso
domingo, 24 de janeiro de 2010
Queria dar-te colo, embalar-te no meu regaço e dizer-te baixinho que tudo está bem quando acaba bem...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A alegria dos dias que correm...
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Conheço gente assim...
(...) A natureza mostra-nos que um animal só ataca quando está com fome ou ferido. É o medo que nos faz avançar, atacamos para não sermos atacados, enquanto lambemos as feridas na caverna. As mulheres choram com as amigas, os homens magoados embebedam-se e desenvolvem mecanismos de evasão fácil: a noite é propícia a equívocos e encontrões sexuais, o álcool e a droga emprestam uma sensação de leveza e amanhã é outro dia.
Um homem que não consegue amar vive encarcerado numa cela de solidão cuja chave se perdeu. É um homem diminuído porque até pode gostar de mulheres, mas não gosta das mulheres. Um homem com o ego ferido é como um leão com uma pata partida; ele não admite ajuda de ninguém e, quando se levanta, não quer que o vejam a coxear. Atacará por medo, por orgulho, por desespero. Voltando ao filme, o maior desespero do herói é a incapacidade de se entregar. Pior do que não ser amado é não ter capacidade para amar. A alma seca, como uma árvore morta.
(...)
Quanto tempo precisa,afinal, um homem para voltar a estar disponível para amar? Ninguém sabe, muito menos ele. A única coisa que todos sabemos é que amanhã é outro dia."
MRP in http://sol.sapo.pt/Blogs/margaridarebelopinto/default.aspx
