quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As melhores Mulheres pertencem aos Homens mais atrevidos...

"Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.

Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...

Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

Autor desconhecido

"Expatriada" por umas semanas numa cidade africana

Por muito que se goste de viajar, trabalhar fora não é pêra doce!
Admito que quem esteja deslocado por grandes temporadas acabe por se integrar nas rotinas do país, mas para quem só permanece algumas semanas pode ser extremamente difícil.
Os primeiros três dias são de ambientação e para descobrir onde está, o quê (já para não falar das configurações informáticas). Com esta perda de produtividade, o quarto dia é para trabalhar arduamente na recuperação dos assuntos pendentes.
Depois existe o problema de estarmos recolhidos numa casa, onde comemos o que consta da ementa, não temos uma sala de convívio e o único sítio onde há privacidade é no quarto (embora esteja muito bem instalada).
Por fim, o mais importante: as saudades.

sábado, 3 de agosto de 2013

Há dias que tenho saudades da outra vida


Por muito que se pense que a vida evolui e há tempo para tudo, a verdade é que há dias em que inevitavelmente tenho saudades de fazer o que queria, quando queria e como queria. 
Agarrar em mim, marcar uma viagem e fugir para outras realidades. Conhecer outras culturas, ver novas pessoas, falar de outros assuntos.
Falta sempre qualquer coisa, no mundo dos eternos insatisfeitos... 

Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry 10®.


terça-feira, 23 de julho de 2013

"Esquecer uma mulher inteligente custa um número incalculável de mulheres estúpidas." - António Lobo Antunes

"(...) Tenho muita admiração pelo indigitado autor, mas jugo que a afirmação não respeita apenas as mulheres. Porque esquecer um homem inteligente dá, também, um trabalho imenso. E, se houvesse verdadeira igualdade de sexos, seguramente que muitas de nós confessariam quantos homens estúpidos esse esquecimento lhes teria custado. E suportar homens menos dotados intelectualmente, é capaz de ser muitíssimo indigesto!
O problema é que os homens só em teoria apreciam mulheres inteligentes. Na prática, isto é no quotidiano, preferem, quase sempre as outras, que dão manifestamente muito menos trabalho.
Durante anos a inteligência foi, para mim, junto com a cultura, a condição indispensável do meu interesse por alguém. Hoje, com muita vida vivida, dou primazia ao carácter. Porque aquelas sem este, não têm qualquer valor!" (negritos meus)

Helena Sacadura Cabral
http://hsacaduracabral.blogspot.pt


quarta-feira, 19 de junho de 2013

...

Desejo a vocês
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

Carlos Drummond de Andrade


Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Já gastámos as palavras...

As palavras estão gastas
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sol das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

(Eugénio de Andrade – 1987)
Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

quinta-feira, 6 de junho de 2013

 Dez reis de esperança

Se não fosse esta certeza que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém. Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam, essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

António Gedeão



Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

domingo, 21 de abril de 2013

Já não tenho 1 amigo... São só lembranças o que guardo no coração

Hoje estava a ver um programa de televisão e lembrei-me de um amigo. O entrevistado usava as expressões que me habituei a ouvir-lhe, tinha o mesmo género de tiques e uma série de ideias semelhantes.
Esse meu amigo esteve presente em (quase) todos os momentos importantes da minha vida e, por isso, mora num dos lugares mais especiais do meu coração.
Hoje apercebi-me que o inverso foi deixando de acontecer. Na última década, não estive presente em (nenhum) momento importante da vida dele. Não partilhou comigo as alegrias, não desabafou as tristezas, não me incluiu sequer nas comemorações de aniversários (actualmente trocamos os sms que a cortesia obriga).
Este meu amigo, na adolescência, brincava comigo porque eu afirmava convictamente que não tratava os meus conhecidos/amigos todos de igual forma. Gozava com o facto de eu ter uma "escala" onde colocava os meus amigos, tratando-os de acordo com o grau em que estavam. E ele era um dos mais bem colocados!
Sim, tenho uma "escala" para o meu relacionamento com os outros! Obviamente que não posso tratar da mesma forma quem me trata com carinho e preocupação e aqueles que se lembram de mim se (e quando) necessitam. Para mim é uma evidência (desde que me lembro de ser gente): os amigos não são todos iguais e há que tratá-los com a deferência que - a cada momento - merecem.
Hoje percebi que esse meu amigo, já não é um amigo. É uma lembrança, um carinho que faz com que permaneça no meu coração e, muitas vezes, no meu pensamento.
Constatei, tristemente, que lembrança é passado e amigo é quem nos acompanha no presente.
Como diz Miguel Esteves Cardoso: "O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. (...)O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo."
E o tempo passou por nós e pela nossa amizade...
Ao olhar para o programa de televisão tive (muitas) saudades, mas também me questionei se não tinha deixado tempo a mais o meu coração ocupado por uma amizade inexistente.
É que - e tenho de citar novamente o MEC - "Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas."


Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Volvidos 9 meses...

Nem tudo está perfeito, não consegui cumprir todos os objectivos a que me propus.
Provavelmente culpa minha (exijo sempre demais de mim mesma). Não dou tempo ao tempo, é o que é (mas quem me garante que tenho tempo para dar ao tempo?)!
Falta-me o descanso e o tempo que gosto de dedicar a mim mesma, mas ganhei outras coisas muito mais valiosas, únicas e insubstituíveis (que são minhas e não estou - ainda - disposta a partilhar).
A vida não mudou, adaptei-me. Rio muito, mais vezes, mesmo quando durmo pouco. Redescobri o gosto pelo trabalho, tornei-me mais organizada, descartei o que não era essencial e aprendi a resguardar-me. Sou mais cautelosa, embora continue a gostar de guiar depressa.
Brinco muito, canto sem parar e já perdi a noção das histórias que inventei.
Reajo muito bem aos contratempos, sem desespero nem histerismo.
Sei que está tudo a correr muito bem! Como é que eu sei isso?
Simples, basta olhar para o lado: a felicidade está sempre estampada nos grandes olhos e no sorriso de 3 dentes...


Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

E tudo o vento levou...

Scarlett: But really Rhett, I can't go on accepting these gifts although you are awfully kind.

Rhett: I'm not kind. I'm just tempting you. I never give anything without expecting something in return. Now, I always get paid.

Scarlett: If you think I'll marry you just to pay for the bonnet, I won't.

Rhett: Don't flatter yourself. I'm not a marrying man.

Scarlett: Well, I won't kiss you for it, either.

Rhett: Open your eyes and look at me. No, I don't think I will kiss you — although you need kissing badly. That's what's wrong with you. You should be kissed, and often, and by someone who knows how.



Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com