José Luis Peixoto
SOU UM ESPÍRITO LIVRE... "(escrevo) Para pensar. Para compreender. Acontece que eu sou assim. Preciso de registar as coisas para sentir que as compreendo plenamente."
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Os meus amigos
quarta-feira, 16 de junho de 2021
O brincador
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Dança, dança, dança
"Dançar, continuar sempre a dançar. Não te ponhas a pensar no sentido das coisas. O significado pouco ou nada importa. Se começares a pensar nisso os teus pés ficam bloqueados. Continua sempre a dançar, dê lá por onde der. Não há que ter medo. Toda a gente passa por isso, por esses momentos em que tudo parece perdido. Agora vê lá, não deixes que os teus pés fiquem parados!"
domingo, 23 de fevereiro de 2020
Não somos especiais
Mark Manson
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Soneto do Amigo
domingo, 12 de janeiro de 2020
Esperamos… mas nunca sozinhos
O tempo corre inexoravelmente, outro ano passou, e eis que um novo começa, ao qual quase sempre ligamos expetativas e esperanças; mas sobretudo voltamos a dirigir ao ano que começa aquilo que devíamos fazer e que ainda não fizemos.
Também estes propósitos dependem das etapas da vida que vivemos, porque com o passar dos anos impõe-se cada vez mais diante de nós o princípio da realidade: e assim somos colocados perante as dificuldades encontradas, os projetos caídos no vazio, os sonhos que se mostram ilusórios, os falhanços iniludíveis… Ao mesmo tempo decaem as energias e os entusiasmos da juventude, e aparecem as tentações, antes desconhecidas, ligadas ao cinismo crescente.
É assim que o passar do tempo nos oprime, «deixámos de ter tempo», repetimos muitas vezes, também por causa da ditadura dos tempos da técnica e da informática, e acabamos por deixar de viver no tempo, mas na aceleração do tempo. Habitar o tempo significa, ao contrário, habitar aquilo que vivemos, reencontrar o sentido da duração, dar-se tempo para olhar para trás, para a frente, e portanto para considerar com sabedoria o presente, assumindo a realidade. Numa palavra, somos chamados a fazer do tempo o lugar, o espaço da vida. É então que, finalmente, o tempo se manifesta como o sentido da vida.
Trata-se, portanto, de combater a alienação ao ídolo do tempo que nos domina: não só na forma do "não ter tempo", mas – como se diz com superficialidade – na convicção de que «tempo é dinheiro», gerador simbólico de todos os valores, e que por isso deixou de ser meio, mas finalidade que determina as necessidades e a produção para as satisfazer.
A sabedoria afirma: «Aprende a contar os teus dias, e o teu coração discernirá a sabedoria». Sim, é-nos pedido que contemos os dias, procurando responder à primeira pergunta presente no grande códice da Bíblia: «Ó terrestre, onde estás?». Onde estás no teu caminho de humanização, onde estás na relação com os outros, onde te colocas na sociedade humana?
Só o facto de se estar vivo é uma bênção, é por isso que estamos agradecidos ao mundo, porque a coisa mais importante na vida é a própria vida. O fim do ano é, por isso, a hora para dizer: ao passado, obrigado; ao futuro, sim. E que a troca de votos não seja um gesto formal e supersticioso, mas que nos conduza a assumir uma responsabilidade precisa, e a revesti-la de compromissos concretos: saberemos dar, finalmente, à fraternidade o seu papel decisivo, de modo que liberdade e igualdade possam, graças a esse fundamento, ser verdadeiramente instauradas na sociedade?
Renasça a solidariedade entre todos nós pertencentes à única humanidade, uma solidariedade entre gerações e populações diferentes. Assim saberemos empenharmo-nos para enfrentar, a nível global, os problemas que oprimem a humanidade: alterações climáticas, guerras, migrações, violações dos direitos humanos… Trata-se de esperar contra toda a esperança; mas só se pode esperar em conjunto, nunca sozinho, nunca sem o outro.
Enzo Bianchi
In Monastero di Bose
Frases sábias
sábado, 3 de junho de 2017
Memória (outubro 2004)
Em outubro de 2004, tinha 30 anos, estava separada há 10 meses, após 2 anos de casamento (mas 10 anos de relação) e a minha auto-estima estava uma lástima.
Falhara no mais importante: no meu projeto pessoal. Pior que falhar, foi não saber porque é que o falhanço aconteceu.
Até àquela fase da vida, sempre acreditara que coisas más não aconteciam a pessoas boas, que o que me acontecia era direta e exclusivamente fruto do que eu fazia (portanto, tratava de ser uma excelente profissional, uma companheira dedicada e uma filha atenta).
Vivia num nível de exigência comigo mesma que me permitiu ser reconhecida entre pares, superiores, amigos e família (só não chegou para conseguir viver com o marido com quem, reconheço hoje, não devia ter chegado a casar).
Andava nesta espiral de tentar manter a minha vida aparentemente tranquila, quando interiormente me sentia a desmoronar, quando o musical Cats veio ao Coliseu de Lisboa.
Adoro musicais e sou uma fã de Andrew Lloyd Webber, mas não comprei bilhetes.
Em cima da hora, um casal desavindo, ofereceu-me os seus 2 bilhetes maravilhosos, em local privilegiado da plateia.
Sem companhia, perguntei a um colega de trabalho se me queria acompanhar.
Chorei imenso durante o solo da Grizabella (a gata glamourosa que lembra de forma nostálgica de seu passado glorioso e, simultaneamente declara o seu desejo de começar uma nova vida).
Pobre do rapaz que me acompanhava!
Volvidos todos estes anos, ambos casados e com filhos, vidas bem resolvidas e contactos esporádicos (até porque nenhum dos 2 se mantém no mesmo local de trabalho), enviou-me uma mensagem: "sonhei contigo, estávamos no Coliseu, tu estavas tristíssima e eu não sabia como te consolar" .
Não tenho a certeza que ele sabe que não foi um sonho, foi algo que aparentemente nos marcou a ambos e ocorreu há 13 anos atrás!
Eu só me lembrei 48h depois de receber a mensagem, por isso resolvi escrever esta Memória (em memória do que aprendi nestes anos e do carinho que naquele dia sentiram por mim, sem que eu sequer me apercebesse).
https://youtu.be/DPcf67Vyri0
domingo, 26 de março de 2017
Reviver o passado no aeroporto
Everybody loves the things you do
From the way you talk to the way you move
Everybody here is watching you
'Cause you feel like home
You're like a dream come true
But if by chance you're here alone
Can I have a moment before I go?
'Cause I've been by myself all night long
Hoping you're someone I used to know
You look like a movie
You sound like a song
My God, this reminds me
Of when we were young
Let me photograph you in this light
In case it is the last time
That we might be exactly like we were
Before we realized
We were sad of getting old
It made us restless
It was just like a movie
It was just like a song
I was so scared to face my fears
Nobody told me that you'd be here
And I swear you moved overseas
That's what you said, when you left me
You still look like a movie
You still sound like a song
My God, this reminds me
Of when we were young
Let me photograph you in this light
In case it is the last time
That we might be exactly like we were
Before we realized
We were sad of getting old
It made us restless
It was just like a movie
It was just like a song
When we were young [4x]
It's hard to admit that
Everything just takes me back
To when you were there
To when you were there
And a part of me keeps holding on
Just in case it hasn't gone
I guess I still care
Do you still care?
It was just like a movie
It was just like a song
My God, this reminds me
Of when we were young
When we were young [4x]
Let me photograph you in this light
In case it is the last time
That we might be exactly like we were
Before we realized
We were sad of getting old
It made us restless
Oh I'm so mad I'm getting old
It makes me reckless
It was just like a movie
It was just like a song
When we were young
