quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Assim a vida tem muito mais graça...


"Fica sabendo que não tenho medo. (...) que se lixem os outros. As outras. A outra. Aquela com quem estás agora. Doemos o seu corpo à ciência, abandonemo-la à sua sorte. Sou imatura e irresponsável, (...) e faço beicinho para que sejas meu. (...) Mortifica-te, estás à vontade, o remorso a jorrar de ti madrugada fora (...). Fica sabendo que não hesito; que espezinho e que comando; que faço fitas e abandono, e que não sou de fiar. És-me tão difícil quanto inesperado; és a incoerência, a incongruência, a vida vista de baixo para cima. És o dueto entre a raiva e a meiguice, entre o medo que tens do medo e a investida cega do herói solitário. Às vezes de noite quando finjo que sossego, amo-te. Também te amo em certos momentos do dia e chega a haver alturas em que te adoro, isso nos intervalos em que te esqueço. (...) Quero-te perto, nas imediações, não me interessa se agora não dá, faz a trouxa e vem de malas aviadas que a estada pode prolongar-se. Sou egoísta, esporádica, imódica, e às vezes até asmática. Falta-me o ar quando me ignoras, arremelgo os olhos e arquejo, não tenho culpa, é uma doença, uma condição que me definha, tragam-me a bomba por favor. Morro se me viras as costas, se não me telefonas, se não me envias bonecos tontos que se rebolam a rir quando a ocasião pediria apenas um breve sorriso contido. Morro e olha, eu não brinco com estas coisas, vou parar-me já o coração. Escuta, ainda bate, o parvo, o teimoso: já te disse que às vezes te adoro?"

in http://umamoratrevido.blogspot.com/

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