terça-feira, 29 de dezembro de 2009

AS Pessoas com quem REALMENTE gosto de estar



"Tenho um fraquinho por pessoas conservam um qualquer lado de loucura saudável. Não levo muito à paciência os que são completamente doidos e irresponsáveis, pois que não levo, mas também não os muito sérios, como se a vida fosse um fardo demasiado pesado a carregar, os do vai-se indo, é a vida, não somos nada e outras pérolas conformistas, derrotistas e entediantes, acho-os demasiado quadrados e cinzentos.
Gosto mesmo é de pessoas que, aos olhos dos demais, são consideradas antagónicas e que conseguem conservar uma individualidade fora do comum, talvez uma certa infantilidade, mas responsáveis e adultas onde têm e devem ser. Gosto dos que assumem a sua originalidade, saindo do social e politicamente correcto, ou que vestem aquilo que reflecte a sua forma de estar e ser, não por modas ou ondas, mas como um reflexo daquele interior.
Por tudo isto, não vou à bola com etiquetas classificativas e discursos generalizadores, ajudados por pronomes pessoais ou demonstrativos e ajudados por segmentações de dress code, zona de residência, religião, cor, credo, nacionalidade, colégio em que andaram ou faculdade. Como é evidente, aproximamo-nos daqueles que têm algo a ver connosco, pelas facetas comuns e empatias, mas eu aproximo-me ainda mais, se além dos pontos em comum, me mostram uma irreverência qualquer daquelas que eu gosto. Não estou a falar em coisas pesadas, tipo roubo, prostituição, aldrabices e quejandos, são coisas leves, como um amigo que é um betinho de primeira durante o dia, preso a um dress code de fato e gravata, exigido e condizente com o escritório e a profissão que exerce e à noite, quando o tempo e o cansaço não o vencem, põe música em bares.
Admito, gosto muito de gente que não teve tempo, nem quis, crescer no seu todo, aqueles que conservaram um qualquer lado infantil ou adolescente."
in http://avidaemazulcueca.blogs.sapo.pt/160694.html (negrito nosso)

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